quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Raízes da Depressão

Perdoar X Amizade


Essa é uma questão que deixa muitas pessoas em conflito. Perdoar significa, obrigatoriamente, que tenho que ser amigo daquela pessoa? Perdoar é incondicional, amizade e intimidade se fundamentam na credibilidade. Existem requisitos que vão determinar se podemos ou não nos expor a uma amizade legítima.

Não podemos escolher a quem perdoar e a quem não perdoar, mas podemos e devemos escolher, quem será e quem não será um amigo. Porém, o fato de não escolhermos alguém como amigo, não significa rejeitarmos uma convivência com essa pessoa ou tê-la como inimiga.

Fases do perdão

É fundamental entendermos o processo do perdão. Essa compreensão pode ser algo decisivo na batalha interior que uma pessoa ferida tem que enfrentar.

1 – Indiferença. A indiferença pode ser a principal característica de uma pessoa ferida. Na prática, o extremo oposto do amor não é o ódio, é a indiferença. A rejeição prolongada pode produzir um sentimento tão agudo que mata os sentimentos e aniquila qualquer tipo de consideração como agressor. Depois de lutar muito com a rejeição, a tendência é se tornar indiferente. Ou seja, como não podemos matar literalmente a pessoa, escolhemos matá-la dentro de nós, no nosso coração.

2 – Raiva. Ao perceber que não temos outra alternativa senão perdoar, a tendência é a indiferença se transformar em raiva. Isso é sinal que a ferida está sendo espremida. A raiva, por incrível que pareça, é menos pior que a indiferença. A pessoa já está reagindo e saindo do como emocional.



Janaina Ritsuri

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